El presidente de Estados Unidos, Donald Trump.
Donald Trump. EFE/Arquivo/Samuel Corum

Trump nega que EUA pagarão US$ 300 bilhões ao Irã como parte de acordo

Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira que o país pagará US$ 300 bilhões ao Irã como parte do acordo para pôr fim à guerra e chamou a informação de «propaganda» do Partido Democrata.

«Não existe nenhum pagamento de US$ 300 bilhões ao Irã por parte dos Estados Unidos. Isso é notícia falsa! A única coisa que importa aos Estados Unidos é o sucesso, a queda do preço do petróleo e a vitória. Olhem a bolsa! Propaganda democrata em ação!», escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

Banner WhatsApp

O memorando de entendimento com o Irã, assinado por Trump na quarta-feira no Palácio de Versalhes, na França, contempla um plano de investimentos de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, assim como a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados pelas sanções.

No entanto, segundo fontes americanas, os recursos serão custeados por países do Oriente Médio, e o único papel que os Estados Unidos terão é o de flexibilizar sanções para facilitar as transferências econômicas necessárias.

O vice-presidente, JD Vance, compareceu nesta quinta-feira a uma entrevista coletiva para defender o acordo, criticado por parte de correligionários de Trump no Partido Republicano, e alegou que o Irã não receberá «nem um centavo» dos Estados Unidos.

Além disso, ele enfatizou que a república islâmica só terá benefícios econômicos se respeitar os termos do acordo.

«Acho que foi distorcida por certos setores da mídia a ideia de que os iranianos recebem todos estes benefícios. Escutam-se números como US$ 300 bilhões ou US$ 24 bilhões, ou outras quantias de dinheiro, mas a realidade é que a única maneira pela qual os iranianos obteriam qualquer um desses recursos – nem um único centavo, por sinal, proveniente dos Estados Unidos sob nenhuma circunstância – é se cumprirem plenamente e mudarem seu comportamento», disse. EFE