Oviedo (EFE).- O demógrafo americano Douglas Massey, que fez contribuições significativas em áreas como migração internacional, segregação residencial e estratificação social, recebeu nesta quarta-feira o Prêmio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais 2025.
Reconhecido por seu enfoque multidisciplinar, Massey (Olympia, Washington, 1952) é professor de Sociologia na Universidade de Princeton e tem dedicado grande parte de sua pesquisa ao estudo das causas e consequências dos movimentos migratórios do México para os Estados Unidos nos últimos anos.
O júri valorizou as «contribuições fundamentais» de Massey para a compreensão das migrações internacionais e suas consequências na segregação urbana e na estratificação social, «processos acentuados pelas dinâmicas da globalização».
«Com amplo impacto nas ciências sociais, Massey construiu um modelo teórico do mais exigente rigor acadêmico, permitindo-nos interpretar as sociedades contemporâneas — nas quais a migração se tornou um fator estrutural — com uma perspectiva calma, racional e empática», enfatizou o júri.
Também se referiram ao seu trabalho «baseado na concepção do homem como uma ‘espécie migratória'» e destacaram a capacidade de Massey de combinar rigor acadêmico com uma abordagem acessível que influenciou tanto o meio acadêmico quanto a formulação de políticas públicas.
Massey, cuja candidatura foi proposta pelo também sociólogo e demógrafo americano de origem cubana Alejandro Portes, vencedor do mesmo prêmio em 2019, é cofundador e codiretor de projetos de pesquisa como o Projeto de Migração Mexicana e o Projeto de Migração Latino-Americana, em colaboração com Jorge Durand, que forneceram dados valiosos sobre os padrões de migração na América Latina.
Publicações influentes
Entre suas publicações mais influentes estão ‘American Apartheid: Segregation and the Making of the Underclass’ (1993), coescrito com Nancy A. Denton, que analisa a segregação racial nos Estados Unidos, e ‘Beyond Smoke and Mirrors: Mexican Immigration in an Era of Economic Integration’ (2002), em colaboração com Jorge Durand e Nolan Malone, que examina as políticas de imigração americanas no contexto da globalização.
Doutor honorário da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Estadual de Ohio, Massey é membro da Academia Nacional de Ciências, da Academia Americana de Artes e Ciências, da Sociedade Filosófica Americana e da Academia Europeia, entre outras instituições.
Ao longo de sua carreira, também recebeu vários prêmios, incluindo o Prêmio de Reconhecimento ao Mérito Excepcional do Conselho Cultural Mundial do México em 2008, o Prêmio pela Compreensão Pública da Sociologia (EUA, 2012), o Prêmio Paul Davidoff (EUA, 2013), o Prêmio Henry Allen Moe em Humanidades (EUA, 2017) e o Prêmio Bronislaw Malinowski da Sociedade de Antropologia Aplicada, concedido em conjunto com Jorge Durand por seu trabalho colaborativo no Projeto de Migração Mexicana (EUA, 2018), entre outros. EFE






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