A cantora colombiana Shakira. EFE/Arquivo/Guillaume Horcajuelo
A cantora colombiana Shakira. EFE/Arquivo/Guillaume Horcajuelo

Shakira diz que cumpriu lei espanhola e denuncia «pressão reputacional» sofrida

Barcelona (EFE).- A cantora colombiana Shakira argumentou que sempre agiu «de acordo com a lei» e denunciou a «pressão midiática e reputacional» que está sofrendo, depois de saber pela imprensa que foi aberto um segundo processo judicial contra ela por fraude fiscal na Espanha.

Em comunicado enviado à imprensa, a artista e a sua equipe jurídica afirmam que ainda não receberam nenhuma notificação sobre o novo processo que o Ministério Público espanhol instaurou contra ela por fraude fiscal em matéria de patrimônio e rendimentos em 2018, do qual teve conhecimento através dos jornais, «como tem acontecido ao longo de todos estes anos».

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Esta é uma prova da «pressão midiática e reputacional à qual a artista se vê submetida», acrescenta o comunicado, que insiste que a cantora sempre agiu legalmente e «sob o conselho dos melhores especialistas fiscais».

Shakira recorda que está morando em Miami (EUA) há alguns meses – depois da sua separação do ex-jogador de futebol espanhol Gerard Piqué -, motivo pelo qual deve ser notificada pessoalmente do processo no seu novo domicílio, «em estrita conformidade com a lei».

A artista colombiana afirma que está atualmente «concentrada na sua vida artística em Miami» e que está confiante em uma «resolução favorável dos seus assuntos fiscais».

Um tribunal espanhol da cidade de Esplugues de Llobregat, na província de Barcelona, abriu nesta quinta-feira um segundo processo contra a cantora colombiana, após uma denúncia do Ministério Público, que a acusa de fraudar a Fazenda em impostos relativos ao ano fiscal de 2018.

De acordo com o Tribunal Superior de Justiça da região da Catalunha (TSJC), o processo contra a artista foi aberto por duas infrações contra o a Fazenda.

Além disso, Shakira será julgada a partir de 20 de novembro no Tribunal de Apelação de Barcelona por fraudar 14,5 milhões de euros entre 2012 e 2014, em outro processo que também foi iniciado por uma denúncia da Procuradoria de Crimes Econômicos de Barcelona.

Neste processo, a procuradoria pede oito anos e dois meses de prisão para ela, além de uma multa de 23,8 milhões de euros, por seis crimes de fraude fiscal, por supostamente ter evitado pagar impostos à Fazenda espanhola apesar de, segundo o Ministério Público, ser residente na Espanha desde 2012 e estar obrigada a pagar impostos neste país desde então. EFE