Madri (EFE).- O ouro, considerado um valor refúgio em tempos de incerteza, atingiu nesta terça-feira novas cifras máximas ao superar, pela primeira vez na história, a marca de US$ 4.700 por onça, assim como a prata, que estabeleceu um recorde de US$ 94,72.
Em um contexto de maiores tensões tarifárias e geopolíticas, o ouro alcançou às 7h06 desta terça-feira (horário local, 3h06 de Brasília) o novo recorde histórico de US$ 4.717,16, com uma alta de 0,95%.
Desta forma, o metal superou a máxima anterior registrada na véspera, de US$ 4.690,59, de acordo com dados da Bloomberg compilados pela Agência EFE.
No caso da prata, o metal atingiu um novo recorde nesta madrugada, chegando a US$ 94,72, após uma leve valorização de 0,20%.
Sua máxima anterior havia sido estabelecida também no dia anterior, em US$ 94,68.
Os novos recordes de ambos os metais ocorrem após o anúncio feito neste fim de semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 10% sobre as importações de países que apoiam a Groenlândia a partir de fevereiro.
O analista da XTB Adrián Hostaled explicou que o ouro avançou em resposta às posições conflitantes entre a Europa e os Estados Unidos, que abrem a possibilidade de um fim da Aliança Atlântica tal como a conhecemos atualmente.
A isso soma-se o fato de que a União Europeia (UE) está considerando impor tarifas de retaliação de até 93 bilhões de euros sobre as importações procedentes dos EUA, acrescentou o especialista.
«Também está sobre a mesa a possibilidade de utilizar o instrumento anticoerção, que poderia restringir o acesso das empresas americanas ao mercado único da UE», completou Hostaled. EFE






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