Doha (EFE).- O secretário-geral do Comitê Supremo para Entrega e Legado da Copa do Mundo de 2022, Hassan Al Thawadi, reconheceu nesta terça-feira a morte de «entre 400 e 500» operários imigrantes durante as obras realizadas para o torneio.
Em entrevista à emissora britânica de televisão «TalkTV», o dirigente admitiu os óbitos, depois que o jornal «The Guardian», também do Reino Unido, publicou uma apuração que indica para que os mortos chegam a 6,5 mil.
Até hoje, o Qatar só tinha reconhecido o falecimento de 40 imigrantes durante as obras de construção dos estádios.
«Cada ano, a segurança nestes locais está melhorando. Acho que, no geral, a necessidade de uma reforma trabalhista indica que é preciso fazer melhoras», afirmou Al Thawadi.
«Isso é algo que reconhecemos antes de apresentar a candidatura. As melhoras que ocorreram não foram pela Copa do Mundo. Tivemos que fazê-las pelos nossos valores», completou.
O secretário-geral do comitê local classificou o torneio de futebol como um «acelerador» de mudanças.
Sobre a quantidade de mortes, Al Thawadi lamentou as vítimas, mas foi impreciso nos dados, dizendo estarem «entre 400 e 500».
«Não tenho o número exato, mas uma morte é uma morte, já é muito. Isso é claro e simples», concluiu. EFE






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