Moscou (EFE).- A Rússia iniciou nesta quarta-feira as manobras com suas forças nucleares estratégicas, batizadas de «Grom» (Trovão, em russo) e que são comandadas por videoconferência pelo presidente do país, Vladimir Putin.
Durante os exercícios, os primeiros desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro, foi feita uma simulação de lançamento de mísseis nucleares em larga escala, como resposta a um ataque inimigo com armas semelhantes, conforme detalhou o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu.
O titular da pasta, que se dirigiu a Putin como «camarada» e comandante em chefe das Forças Armadas, informou ao presidente russo sobre o andamento das manobras nucleares, que duraram poucos minutos.
As forças estratégicas russas lançaram mísseis balísticos e de cruzeiro a partir do submarino atômico Tula, dois bombardeiros estratégicos Tu-95MC e usaram sistemas de mísseis intercontinentais móveis Yars, disparados a partir do cosmódromo de Plesetsk.
Também foram lançados mísseis balísticos Sineva desde o mar de Barents, no norte da parte europeia da Rússia, até o polígono de Kura, na península de Kamchatka, que é banhada pelo Oceano Pacífico.
«Os alvos previstos durante os exercícios das forças estratégicas de contenção foram cumpridos na totalidade. Todos os mísseis atingiram os alvos», divulgou o Kremlin através de comunicado.
Centros de comando das forças nucleares da Rússia estão preparados
As manobras «Grom» têm como objetivo comprovar o nível da preparação dos centros de comando das forças nucleares, conforme explicou a presidência russa.
O Pentágono havia informado antes que a Rússia avisou aos Estados Unidos sobre os planos, que coincidem com exercícios nucleares da Otan chamados de «Steadfast Noon» («Meio-dia Inabalável»), que acontecem anualmente há uma década.
O general Pat Ryder, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, foi responsável por divulgar a informação e explicar que «a Rússia está cumprindo com suas obrigações para o controle de armas e os compromissos de transparência com essas notificações».
Cinco dias antes do início daquilo que a Rússia chama de «operação militar especial», Putin presidiu manobras das forças nucleares com uso de armamento hipersônico, que o Kremlin considera capaz de burlar qualquer escudo antimísseis.
Além disso, em 27 de fevereiro, Putin colocou em alerta as forças de dissuasão nuclear, o que disparou a preocupação na Ucrânia e no Ocidente de um possível uso de armas deste tipo.
Recentemente, o presidente russo advertiu que o país utilizará todo o arsenal que tem para defender sua integridade territorial e as quatro regiões ucranianas recentemente anexadas: Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhia. EFE




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