Washington (EFE).- Os Estados Unidos endossaram nesta quarta-feira a versão da Polônia sobre a origem ucraniana do míssil que matou duas pessoas em solo polonês, embora tenham ressaltado que a responsabilidade por este acontecimento é da Rússia.
«Ainda estamos coletando informações, mas não vimos nada que contradiga a avaliação preliminar do presidente (Andrzej) Duda de que a explosão foi provavelmente causada por um míssil de defesa aérea ucraniano que infelizmente caiu em solo polonês», disse em entrevista coletiva o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.
Austin disse ter conversado na noite passada com o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Polônia, Mariusz Blaszczak, e transmitido as suas «profundas condolências ao povo polonês e aos entes queridos dos que foram mortos».
«Sejam quais forem as conclusões finais, o mundo sabe que a Rússia tem a responsabilidade por este incidente», acrescentou.
Os comentários de Austin foram feitos após a sétima reunião do grupo de contato sobre a Ucrânia, que foi realizada virtualmente.
Minutos antes, Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, destacou em comunicado que os EUA têm «total confiança» na investigação que está sendo realizada pelo governo polonês sobre a explosão ocorrida na sua fronteira com a Ucrânia e elogiou o profissionalismo dos envolvidos.
A porta-voz acrescentou que as informações continuam sendo coletadas e os Estados Unidos continuarão a compartilhá-las de forma transparente se tiverem novos dados.
«Também continuaremos em contato com os ucranianos para coletar qualquer informação que eles tenham sobre o que aconteceu», frisou a porta-voz.
Em todo o caso, salientou que está «claro» que «a responsável última por este trágico incidente é a Rússia», por ter lançado uma «chuva» de mísseis sobre a Ucrânia com a intenção específica de atacar a população civil e as infraestruturas do país.
«A Ucrânia tinha e tem todo o direito de se defender», reiterou o comunicado no qual os Estados Unidos expressaram suas condolências pelas vítimas desses ataques e também pelos dois poloneses mortos na explosão na fronteira.
O presidente polonês, Andrzej Duda, pediu «tranquilidade» aos cidadãos nesta quarta-feira, horas depois de confirmar que o míssil que atingiu a Polônia poderia ter sido lançado pela Ucrânia e depois de descartar a possibilidade de invocar a Otan, pelo menos por enquanto. EFE







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