Lviv (EFE).- O comissário de Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia, Dmytro Lubinets, afirmou nesta quinta-feira estar chocado com a «escala da tortura» durante a ocupação russa da região de Kherson, que está chegando ao fim.
Em declarações televisionadas, Lubinets disse que as descobertas feitas pelas forças ucranianas após a retomada de parte da região são diferentes das produzidas nas regiões de Kiev e Kharkov, onde inúmeras valas comuns foram encontradas.
«Nunca vi tamanha escala e visitei pessoalmente todos os centros de tortura em diferentes regiões da Ucrânia. A escala é simplesmente terrível», disse.
Ele afirmou que as investigações revelaram que as forças russas torturaram prisioneiros ucranianos com choques elétricos, espancaram-nos com barras de ferro, quebraram seus ossos e às vezes os executaram.
O ministro do Interior ucraniano, Denys Monastyrskyi, anunciou hoje que os corpos de 63 pessoas com sinais de tortura já foram exumados nas áreas recuperadas de Kherson.
“Deve-se ter em conta que as buscas apenas começaram”, disse o ministro, citado pela agência de notícias russa «Interfax», destacando que é provável que sejam encontrados muitos outros locais de tortura e sepultamentos.
Monastyrskyi disse que já foram descobertos 11 centros de detenção operados pelos russos durante o período em que controlavam a parte de Kherson que agora foi retomada e que em quatro deles há vestígios de tortura de prisioneiros, incluindo civis.
A parte ocidental da província de Kherson, a oeste do rio Dnieper, conquistada em março pelas tropas russas, foi retomada pelas forças ucranianas no último dia 11. EFE



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