Washington (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, anunciou nesta sexta-feira a nomeação de um promotor especial para investigar o ex-presidente Donald Trump por seu possível envolvimento na invasão do Capitólio e pelos documentos confidenciais encontrados em sua residência na Flórida.
Embora Garland não tenha citado Trump expressamente, deixou claro que a investigação se centrará nas possíveis implicações daqueles que instigaram o ataque ao Capitólio, bem como nos documentos encontrados em Mar-a-Lago, complexo residencial do ex-presidente.
O procurador-geral americano também destacou que decidiu abrir esta investigação especial depois de saber das intenções de Trump de concorrer à reeleição, bem como as do atual presidente, Joe Biden, de também ser candidato em 2024.
«Concluí que é do interesse público nomear um promotor especial», acrescentou.
Detalhes da investigação
A investigação do ataque ao Capitólio se concentrará, segundo o procurador-geral, em apurar se houve uma ou mais pessoas que «interferiram na transferência de poder» no país e no processo de certificação dos resultados das eleições que estavam ocorrendo naquele dia, 6 de janeiro de 2021.
Sobre Mar-a-Lago, Garland ressaltou que o manuseio dos documentos sigilosos ali encontrados deve ser investigado, e também deve-se apurar se houve obstrução da justiça nessas investigações.
Merrick Garland explicou que a investigação liderada pelo promotor especial designado, Jack Smith, será independente das já abertas na Flórida e no Distrito de Columbia. Além disso, garantiu que esta nova investigação não atrasará as demais.
É a segunda vez que Trump é submetido a uma investigação desse tipo, já que em 2017 o ex-diretor do FBI, Robert Mueller, foi nomeado promotor especial para investigar a interferência russa nas eleições de 2016. EFE



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