Washington (EFE).- A China quer alcançar «seu grande rejuvenescimento» até 2049 para expandir seu poder e mudar a ordem internacional, segundo o relatório anual que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos elabora sobre as capacidades militares do gigante asiático, publicado nesta terça-feira.
Esta estratégia de «grande rejuvenescimento» consiste em uma modernização política, social e militar para ampliar seu poder nacional, aperfeiçoar seu governo e revisar a ordem internacional, indica o relatório.
Nesse sentido, o porta-voz do Pentágono, o general de brigada Pat Ryder, explicou que a China está tentando estabelecer uma nova ordem em locais onde «aviões e navios internacionais operam no espaço aéreo e vias marítimas internacionais há décadas».
«E de repente está mudando isso dizendo ‘não, isso agora nos pertence, e vocês estão violando nossa soberania», disse Ryder.
O relatório destaca o papel cada vez mais relevante do Exército Popular de Libertação (EPL) como um instrumento para atingir os objetivos da China e adotar ações mais agressivas na região do Indo-Pacífico.
Tendo alcançado suas metas de modernização em 2020, o EPL estabeleceu 2027 como o prazo para acelerar «o desenvolvimento integrado de sua inteligência, mecanização, informatização» nas forças armadas, segundo o documento.
Uso da força
Nesse sentido, o Pentágono adverte que, caso alcance esse objetivo, o EPL poderá se tornar “uma ferramenta militar mais crível para o Partido Comunista Chinês” para buscar a unificação de Taiwan.
Sobre a ilha, os EUA indicam que a China nunca renunciou ao uso da força, embora ressaltem que este ainda é um assunto «ambíguo».
Entre outras opções, Pequim poderia impor um bloqueio aéreo ou marítimo a Taiwan, ou lançar uma invasão anfíbia para tomar ou ocupar parte das ilhas próximas ou todo esse território, observa Washington.
Em termos de números, o Pentágono estima que o EPL tenha 975.000 soldados ativos em unidades de combate, enquanto a Marinha chinesa é a maior do mundo, com cerca de 340 navios e submarinos, incluindo 125 embarcações de combate em superfície.
Já a Força Aérea é a terceira maior do mundo, segundo os Estados Unidos, com 2.800 aeronaves.
No campo nuclear, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos estima que a China possui mais de 400 ogivas nucleares, e que espera «modernizar, diversificar e expandir» suas forças atômicas na próxima década. EFE




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