Olaf Scholz. EFE/HANNIBAL HANSCHKE

Scholz promete à Ucrânia mais apoio militar e cita Patriot como possibilidade

Davos (EFE).- O chanceler da Alemanha, Olaf Schol,z reafirmou nesta quarta-feira o compromisso de seu país de dar apoio total à Ucrânia pelo tempo que for necessário, incluindo a opção dos sistemas de defesa Patriot que Kiev vem cobrando.

«Continuaremos a apoiar a Ucrânia com entregas extensivas de armas, em coordenação com nossos parceiros», disse o chefe do governo alemão ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ressaltando que isso inclui «sistemas defensivos como o IRIS-T ou o Patriot».

Banner WhatsApp

A Alemanha está sob forte pressão de vários de seus aliados para fornecer tanques Leopard a Kiev, após já ter fornecido tanques Gepard e se comprometido a enviar tanques Marder, além de na segunda-feira ter começado a enviar três baterias Patriot para a vizinha Polônia.

Em seu discurso no Fórum de Davos, Scholz lembrou que a contribuição de seu país para a ajuda à Ucrânia no ano passado atingiu 12 bilhões de euros e insistiu que seu compromisso com a defesa daquele país contra a invasão russa será mantido «enquanto for necessário».

«Estamos entre os principais contribuintes de armas para a Ucrânia», alegou.

Scholz destacou que seu país não envia «a maioria das armas» para a Ucrânia, mas que aquelas que ele fornece são «altamente eficientes», mas não deu uma resposta sobre questão dos Leopard.

Ele abriu o discurso prestando suas condolências pela tragédia que aconteceu hoje na região de Kiev: a queda do helicóptero com o ministro do Interior ucraniano, Denis Monastyrsky, a bordo.

O chanceler alemão disse que «a guerra da Rússia teve impacto sobre todos nós» e forçou o mundo a «se adaptar às novas realidades geopolíticas», colocando-o diante de uma «espada de Dâmocles», com o perigo de cair em uma situação de fragmentação, desglobalização e desacoplamento».

«A Rússia falhou em todos os seus objetivos», argumentou, além de enfatizar que a Alemanha avançou «em poucos meses» para o objetivo de independência energética total do gás, petróleo e carvão russos. EFE