Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lembrou nesta sexta-feira os 50 anos da legalização do aborto no país com a promessa de continuar lutando para defender esse direito, revogado em junho do ano passado pela Suprema Corte.
«Meu governo se mantém firme em seu compromisso de defender os direitos reprodutivos e continuar o progresso de nossa nação em direção à igualdade para todos», disse o presidente americano em uma proclamação para comemorar, em 22 de janeiro, o 50º aniversário da decisão da Suprema Corte «Roe vs. Wade», pela qual o aborto foi declarado legal nos EUA.
Biden afirmou que nesse dia de 1973 a mais alta instância judicial dos Estados Unidos protegeu com sua decisão, que recebeu sete votos a favor e dois contra, «o direito constitucional de escolha das mulheres».
“Este caso reafirmou os princípios básicos de igualdade, reforçou o direito fundamental à privacidade e sustentou que as mulheres neste país podem controlar seu próprio destino, tomando decisões profundamente pessoais, livres de interferência política”, acrescentou.
No entanto, em junho do ano passado, a Suprema Corte, que atualmente tem uma maioria conservadora, revogou essa decisão, eliminando a proteção desse direito em nível federal e deixando as políticas de aborto nas mãos de cada estado.
Biden enfatizou que com esta decisão o Supremo «abriu a porta» para que outras liberdades fundamentais, como o acesso a contraceptivos ou «o direito de casar com quem se ama», sejam resolvidas nos tribunais no futuro.
Além disso, destacou que a única forma de garantir «verdadeiramente» o direito de escolha é o Congresso inscrevê-lo na Constituição.
Até então, o presidente vem assegurando que continuará a usar sua «autoridade executiva para proteger mulheres e famílias do dano causado» após a revogação da decisão «Roe v. Wade». EFE









