Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou nesta segunda-feira Bernardo Arévalo de León por sua posse como presidente da Guatemala, após tentativas de ex-funcionários de sabotar a cerimônia, e se ofereceu para trabalhar em conjunto no combate à corrupção.
«Parabenizo o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo de León, e a vice-presidente, Karin Herrera, por sua posse. Os laços entre a Guatemala e os Estados Unidos são profundos, e a posse é uma prova de nosso compromisso histórico com a democracia», declarou Biden em comunicado.
O presidente dos EUA também expressou sua disposição de trabalhar com o novo governo guatemalteco em direitos humanos, fortalecendo a segurança, combatendo a corrupção e abordando as causas fundamentais da migração.
Arévalo de León, um símbolo da luta contra a corrupção, finalmente assumiu o cargo na manhã desta segunda-feira, depois que o Congresso cessante atrasou por mais de dez horas vários procedimentos de rotina para tentar sabotar a posse.
Essa foi a enésima tentativa dos agora ex-funcionários de atrapalhar a posse de Arévalo de León, após meses de perseguição judicial liderada pelo Ministério Público, que foi rejeitada pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
O acadêmico venceu as eleições presidenciais de 2023 com o partido progressista Movimento Semente, nascido das manifestações anticorrupção que ocorreram na Guatemala em 2015, e sucede Alejandro Giammattei.
Samantha Power, enviada de Biden para a posse, testemunhou o juramento de Arévalo de León nas primeiras horas da manhã, ao contrário de líderes como o rei Felipe VI da Espanha e o presidente chileno Gabriel Boric, que tiveram que sair devido ao atraso do evento.
Em declaração separada nesta segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, exaltou o povo da Guatemala «por promover a democracia em circunstâncias difíceis».
Blinken também parabenizou as instituições e a comunidade internacional «por salvaguardar a integridade eleitoral» do país e citou particularmente «o papel fundamental» da OEA durante a transição de poder. EFE



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