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Luiz Inácio Lula da Silva. EFE/Arquivo/Andre Borges

Lula diz em Pequim que atual governança global «já não reflete a diversidade da Terra»

Pequim (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira em Pequim que o atual sistema de governança global «já não reflete a diversidade que habita a Terra», durante seu discurso na sessão de abertura da 4ª Reunião Ministerial China-Celac.

Lula também lamentou as «distorções» no comércio internacional, referindo-se à guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu a «redução das assimetrias entre os países».

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Para isso, segundo opinou, «é essencial que a colaboração entre a Celac e a China contribua para fortalecer a indústria e a inovação na região».

«Situações de crise mostram que a prosperidade no longo prazo exige trocas equilibradas e economias diversificadas», acrescentou.

Maior coordenação internacional

«Somente por meio de uma maior coordenação entre nós poderemos aproveitar plenamente o potencial de cooperação entre a China e a região da América Latina e Caribe, isso é especialmente evidente na área de infraestrutura», completou Lula, ressaltando que o apoio chinês é «decisivo» nesse setor.

Em seu discurso, o presidente também destacou a importância do «amplo acesso a tecnologias de energia limpa» para a América Latina e o Caribe.

Segundo Lula, «a América Latina, o Caribe e a China podem mostrar ao mundo que é possível conter a mudança climática sem abrir mão do crescimento econômico e da justiça social».

O 4º Fórum Ministerial China-Celac servirá para revisar o Plano de Cooperação Conjunta 2022-2024 e estabelecer as bases para um novo roteiro para orientar as relações até 2027. Tópicos como a mudança climática, saúde pública, educação e digitalização estão no centro do debate.

O encontro acontece em um momento em que a China consolida sua posição como o segundo maior investidor não regional na América Latina, atrás dos Estados Unidos, e como o principal parceiro comercial de diversos países da região, como Brasil, Chile e Peru.

Em 2015, a China estabeleceu a meta de atingir um comércio bilateral anual de US$ 500 bilhões e um investimento acumulado de US$ 250 bilhões na América Latina e no Caribe em dez anos.

Segundo dados oficiais, entre janeiro e setembro de 2024, o comércio bilateral atingiu US$ 427,4 bilhões, um aumento anual de 7,7%. EFE