Jerusalém (EFE).- Cerca de 87,8% da Faixa de Gaza está sob ordens de deslocamento forçado ou foi transformada em uma área militarizada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), declarou o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
«Isso deixa 2,1 milhões de civis espremidos em uma área fragmentada de 12% da Faixa, onde os serviços essenciais entraram em colapso», afirmou a entidade.
A agência da ONU recalculou o controle de Israel sobre a Faixa de Gaza depois que os militares ordenaram a evacuação forçada do sudoeste de Deir al-Balah, no centro do enclave, no domingo.
Em 22 meses de ofensiva, as IDF nunca tinham lançado uma operação terrestre na cidade, que se tornou um foco de pessoas deslocadas e um importante centro de operações para muitas organizações internacionais.
«A nova ordem corta Deir al-Balah até o mar Mediterrâneo, fragmentando ainda mais a Faixa. Isso limitará a capacidade da ONU e de nossos parceiros de se moverem com segurança e eficácia por Gaza, sufocando o acesso humanitário quando ele é mais necessário», denunciou a organização.
Até agora, o avanço israelense para o oeste em Gaza deixou uma área contínua na costa que não estava sujeita a ordens de evacuação. Entretanto, a ordem do exército de ontem marcou o primeiro estabelecimento de uma zona de combate até a costa, dividindo a faixa litorânea em duas.
«O Exército continua a agir com força para destruir as capacidades inimigas e a infraestrutura terrorista na área, enquanto expande suas atividades aqui, para operar em uma área onde nunca operou antes», anunciou o porta-voz em árabe das IDF, Avichay Adraee, em uma declaração na rede social X.
Dessa forma, os militares israelenses ordenaram o deslocamento forçado das pessoas de Deir al-Balah para o sul, para Mawasi, onde cerca de 425.000 pessoas já estão aglomeradas, apesar do bombardeio quase diário na área. Por sua vez, as IDF reivindicam o controle militar de 75% da Faixa de Gaza. EFE





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