Copenhague (EFE).- A ativista climática sueca Greta Thunberg pediu nesta terça-feira conselho ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre como controlar sua suposta raiva, depois que este a classificou como «agitadora» e lhe recomendou ir ao médico.
«Receberei com prazer qualquer recomendação que ele possa ter para tratar destes chamados problemas de controle de raiva, já que, a julgar por seu impressionante histórico, parece que ele também sofre com eles», escreveu Thunberg em sua conta na rede social Instagram.
Ao ser questionado em uma entrevista coletiva na véspera sobre a flotilha humanitária detida pela Marinha de Israel quando navegava rumo a Gaza, da qual Thunberg participava, Trump disse que a jovem sueca não se interessa mais pelo meio ambiente e que não sabe dominar sua raiva.
«Ela é jovem e está tão zangada, tão louca. É apenas uma agitadora», afirmou Trump.
Thunberg agradeceu as palavras «muito lisonjeiras» de Trump sobre seu caráter e sua preocupação com seu estado mental.
A ativista sueca chegou na segunda-feira ao aeroporto de Atenas após ser deportada de Israel junto com um grupo de 135 membros da flotilha Global Sumud, que foram detidos quando navegavam em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Na sua chegada a território grego, Greta Thunberg denunciou à imprensa que «Israel está tentando eliminar uma população inteira», em referência aos habitantes de Gaza e aos palestinos.
Está previsto que Thunberg e os outros ativistas suecos deportados voem hoje para a Suécia e sejam recebidos esta tarde durante uma manifestação no centro de Estocolmo, após a qual darão uma entrevista coletiva, informou a seção sueca do Movimento Global para Gaza. EFE










