EFE/Arquivo/Javier Etxezarreta

Hamas afirma que cessar-fogo com Israel é «fruto da firmeza» do povo palestino

Jerusalém (EFE).- O membro da ala política do Hamas, Mahmoud Mardawi, afirmou nesta quinta-feira que o cessar-fogo alcançado com Israel é «fruto da lendária firmeza do povo palestino, especialmente dos mujahidin de Gaza».

«O acordo de cessar-fogo não é um favor de ninguém, mas sim o resultado da resistência do nosso povo», afirmou Mardawi em um comunicado, no qual destacou que «o que a ocupação não conseguiu impor através do genocídio e da fome, também não conseguiu na mesa de negociações».

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Segundo Mardawi, «Netanyahu e seu governo fascista não conseguiram deslocar nosso povo, que continua em sua terra esperando o retorno do resto da diáspora».

Acrescentou ainda que Israel «não conseguiu recuperar seus prisioneiros pela força nem dobrar a resistência», e ressaltou que «não conseguirá impor seus planos em nossa terra nem em nossos lugares sagrados».

Mardawi considerou que este acordo representa uma conquista «puramente nacional» que responde «às demandas fundamentais» dos palestinos: «o fim da agressão, o retorno dos deslocados, a retirada da ocupação, a troca de prisioneiros e o início dos trabalhos de socorro e reconstrução».

Israel e Hamas chegaram a um acordo na noite passada sobre a primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, após negociações na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh com a mediação de Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia.

Esta fase inicial contempla a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) até uma «linha amarela» demarcada pelos Estados Unidos, que formará um perímetro de 1,5 a 6,5 quilômetros a partir da fronteira entre Israel e Gaza.

Segundo o jornal israelense «Haaretz», cerca de 20 reféns vivos poderão ser libertados entre sábado e domingo, enquanto o presidente americano, Donald Trump, anunciou que todos os reféns, incluindo os mortos, deixarão o enclave na segunda-feira.

Uma fonte do Hamas confirmou à Agência EFE que, em troca, Israel deverá libertar cerca de 1.950 prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua e cerca de 1,7 mil originários de Gaza. EFE