EFE/MOHAMMED SABER

Drone israelense mata dois palestinos em Gaza apesar do cessar-fogo

Cidade de Gaza (EFE).- Um drone israelense matou, nesta quarta-feira, dois palestinos no bairro de Shujaiya, a leste da cidade de Gaza, informou o Hospital Batista da capital após receber os corpos dos dois mortos, apesar do cessar-fogo.

O local bombardeado pelo drone foi a rua Hassanein, em Shujaiya, segundo fontes locais, uma área designada como «zona vermelha ou militarizada» pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), da qual os palestinos não podem se aproximar.

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Conforme constatou a EFE nas primeiras horas desta quarta-feira, durante mais de 30 minutos tanques e drones israelenses abriram fogo contra os pontos designados por Israel como «zona militarizada» do bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, no norte da Faixa.

Não há mais palestinos vivendo nessas áreas, mas sim em outras partes do bairro de Shujaiya, um dos maiores da capital de Gaza.

As mortes de hoje ocorrem depois que, na terça-feira, ao menos outros sete habitantes de Gaza também morreram em novos ataques israelenses, informou à EFE o Ministério da Saúde do enclave palestino.

Segundo o Ministério da Saúde local, tratava-se de pessoas que tentavam chegar às suas casas para verificar o estado delas, após terem sido deslocadas pelos ataques de Israel para tomar a cidade de Gaza.

Israel, por sua vez, alega que esses habitantes de Gaza violaram a chamada «linha amarela» acordada no novo plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que marca o ponto para o qual as tropas israelenses se retiraram dentro de Gaza.

No entanto, não foi explicado por onde essa linha passa exatamente, e a imprensa só teve acesso a um mapa muito pouco detalhado com as linhas de retirada, o que não torna possível saber seus limites.

O acordo assinado por Hamas e Israel estabelece que a trégua abrange toda a Faixa de Gaza e que as FDI devem se retirar até a «linha amarela», mas isso não demarca um território onde a trégua não vigora, embora as forças armadas israelenses tenham invocado a legítima defesa e as ameaças às suas tropas para atirar contra palestinos nessa área. EFE