Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou nesta segunda-feira a lei que retira seu país do acordo intergovernamental com os Estados Unidos para a gestão e eliminação de excedentes de plutônio de uso bélico.
Além do acordo em si, que prevê a eliminação por cada parte de 34 toneladas de plutônio considerado excedente para programas militares, a Rússia se desvincula de todos os protocolos que o acompanham, os quais regulam o financiamento e a responsabilidade civil por danos.
A lei foi aprovada nas últimas semanas por ambas as câmaras do Parlamento russo, a Duma – a Câmara dos Deputados – e o Senado.
No início deste mês, o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Riabkov, garantiu que «se apresenta o fim do processo de cooperação com os americanos no âmbito deste acordo, inclusive do ponto de vista formal».
O acordo, assinado em 2000 e ratificado em 2011, já tinha sido suspenso por um decreto presidencial e uma lei federal devido às sanções americanas em apoio à Ucrânia após o início da guerra em 2022.
A parte russa assegura que a suspensão também se deveu à intenção dos EUA de modificar o procedimento de disposição de plutônio sem o consentimento da Rússia.
O Kremlin assinalou que retomaria o acordo uma vez que os EUA cumprissem as demandas russas para pôr fim à guerra da Ucrânia, incluindo o levantamento de sanções e a compensação por danos e prejuízos, assim como a redução da infraestrutura militar dos países que se juntaram à Otan depois de 1º de setembro de 2000.
Putin também ofereceu aos Estados Unidos prorrogar por um ano a vigência do START III, o último tratado de desarmamento nuclear entre ambas as potências nucleares assim que este expirar em fevereiro de 2026. EFE






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