Gyeongju (EFE).- Estados Unidos e Coreia do Sul afirmaram nesta quarta-feira que finalizaram os detalhes de um acordo comercial após a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o mandatário sul-coreano, Lee Jae-myung.
“Chegamos a um acordo”, disse Trump na cidade sul-coreana de Gyeongju durante um jantar com outros líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que realiza sua cúpula de líderes nesta semana, embora tenha acrescentado que o acordo estava “praticamente finalizado”.
Kim Yong-beom, chefe de gabinete sul-coreano para assuntos políticos, disse em entrevista coletiva que ambos os países chegaram a um acordo sobre a forma de financiar o investimento de US$ 350 bilhões que Seul se comprometeu a realizar nos EUA para fixar as chamadas tarifas recíprocas de Washington em 15%.
Kim, citado pela agência sul-coreana «Yonhap», confirmou que Seul concordou que US$ 200 bilhões em investimentos sejam feitos em espécie, com um limite anual de US$ 20 bilhões por ano.
A reunião bilateral entre Lee e Trump foi cercada de ceticismo quanto à sua capacidade de produzir resultados concretos, já que os dois países divergiam sobre a proporção do investimento em dinheiro exigido pelos EUA.
Os negociadores sul-coreanos, que realizaram várias viagens a Washington nas semanas que antecederam a reunião desta quarta-feira, alertaram que os dois países continuavam divididos em pontos-chave. Trump, no entanto, afirmou nesta quarta-feira, em um evento com executivos no âmbito da APEC, que finalizaria os detalhes do acordo comercial “muito em breve”.
Durante o encontro, Lee prometeu aumentar os gastos militares, conforme solicitado por Washington. O presidente sul-coreano também homenageou Trump com a Grande Ordem de Mugunghwa, a mais alta condecoração do país, e com uma réplica de uma coroa dourada de uma antiga dinastia coreana.
Trump chegou nesta quarta-feira à Coreia do Sul como última parada de sua viagem pela Ásia, que também o levou à Malásia e ao Japão. Ele deve se reunir na quinta-feira na cidade sul-coreana de Busan com o presidente chinês, Xi Jinping, no primeiro encontro entre os dois desde que o republicano voltou à Casa Branca em janeiro. EFE






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