Seul, 3 dez (EFE).- O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, ofereceu seu país nesta quarta-feira como mediador na disputa diplomática entre China e Japão, desencadeada pela afirmação da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de que um ataque chinês a Taiwan poderia justificar a intervenção de Tóquio.
«Em vez de tomar partido, é melhor encontrar formas de que todos coexistam e, se possível, minimizar os conflitos e desempenhar um papel na mediação e na coordenação», disse Lee sobre o papel de Seul diante da atual disputa, durante uma coletiva para a imprensa estrangeira.
O líder sul-coreano advertiu que, se um lado for escolhido, o conflito se intensificaria, razão pela qual a coexistência deve ser buscada.
A disputa entre as duas potências eclodiu em novembro, quando Takaichi disse perante o Parlamento que um ataque chinês a Taiwan poderia justificar uma intervenção das Forças de Autodefesa do Japão.
Pequim reagiu com fortes críticas, advertências diplomáticas e medidas de coerção econômica, incluindo a recomendação de evitar viagens ao Japão e o cancelamento de eventos culturais.
O Japão está realizando manobras marítimas militares com os Estados Unidos e outros países desde a véspera, garantindo que «não se dirigem contra Estados ou atores não estatais específicos».
O início dos exercícios coincidiu com o anúncio da Guarda Costeira chinesa de que havia expulsado um pesqueiro japonês que, segundo Pequim, ingressou de forma ilegal em águas próximas às ilhas que a China chama de Diaoyu e que o Japão administra sob o nome de Senkaku, embora sua soberania continue sendo objeto de disputa entre ambos os países. EFE




![[FILE] Dmitri Peskov EFE-EPA/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL](https://i0.wp.com/efe.com/wp-content/uploads/2026/03/rss-efe4329a2ec7e25f3f0829a19c210cbd754fbd67d8cw.webp?fit=300%2C200&ssl=1)


