Iraníes sostienen imágenes del difunto comandante de la Fuerza Quds del Cuerpo de la Guardia Revolucionaria Islámica (CGRI) de Irán, Qasem Soleimani,
EFE/ABEDIN TAHERKENAREH

Irã contabiliza sete mortos e 119 detidos em cinco dias de manifestações

Teerã (EFE).- Pelo menos sete pessoas morreram e 119 foram detidas nos primeiros cinco dias de manifestações em vários pontos do Irã, desencadeadas pela deterioração da situação econômica, segundo uma ONG pró-direitos humanos.

“Pelo menos 119 cidadãos foram detidos e sete pessoas perderam a vida, enquanto pelo menos 33 ficaram feridas”, informou nesta sexta-feira a ONG oposicionista Hrana, com sede nos Estados Unidos.

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A organização informou que três pessoas, incluindo um adolescente, morreram na noite de quinta-feira durante uma manifestação em frente a uma delegacia de polícia, e outras 17 ficaram feridas. A agência semioficial «Fars» informou que três manifestantes morreram e outros 17 ficaram feridos durante uma manifestação em frente a uma delegacia de polícia na cidade de Azna, na província ocidental de Lorestan.

Veículos de comunicação iranianos, como «Tasnim» e «Fars», ambas agências ligadas à Guarda Revolucionária, confirmaram o número de mortos e feridos, mas indicaram que os manifestantes entraram em confronto com os policiais após atacarem a sede da polícia e incendiarem várias viaturas.

“Os manifestantes invadiram a sede da polícia com várias armas brancas e de fogo, na tentativa de desarmar os agentes e atacar o arsenal, o que provocou um confronto”, indicou «Tasnim».

A «Fars», citando uma fonte anônima, anunciou ainda a morte de outras duas pessoas na quinta-feira na cidade de Lordegan, no sudoeste do país, em confrontos com as forças de segurança. A agência relatou que os incidentes começaram quando grupos de “desordeiros” começaram a queimar pneus e danificar edifícios governamentais, entre eles a sede do governo e agências bancárias.

Os protestos, que começaram no domingo em Teerã, se espalharam por dezenas de cidades, incluindo Isfahan, Kerman, Kermanshah, Hamadan e a cidade clerical de Qom.

Embora o gatilho dos protestos tenha sido a deterioração da situação econômica, as manifestações assumiram um tom político, com frases contra o país islâmico, como “Morte ao ditador”, bem como a favor do retorno da monarquia, incluindo “Pahlavi voltará”, em referência à dinastia Pahlavi, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979.

O Irã atravessa uma grave crise econômica, marcada por uma inflação anual de 42%, enquanto a inflação entre novembro e dezembro ultrapassou 52% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O rial tem sofrido uma desvalorização constante, pressionado pelas sanções internacionais impostas pelos Estados Unidos e pela ONU devido ao programa nuclear de Teerã e pela má gestão das autoridades. EFE