Sheinbaum afirma que está "descartada" una acción militar de EE.UU. en México
EFE/Mario Guzmán

Sheinbaum diz que México pode ser “veículo de comunicação” entre EUA e Cuba

Cidade do México (EFE).- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que seu governo pode atuar como “um veículo de comunicação” entre Estados Unidos e Cuba, embora tenha esclarecido que esse assunto não foi abordado em sua recente conversa com o presidente americano, Donald Trump, e que qualquer eventual papel de mediação dependeria da aceitação de ambas as partes.

Durante entrevista coletiva, Sheinbaum disse que o tema cubano poderia ser tratado mais adiante, mas ressaltou que o México só poderia desempenhar esse papel se houvesse vontade de Washington e Havana.

Banner WhatsApp

“Obviamente, se o México se tornasse um veículo de comunicação entre EUA e Cuba, ambas as partes teriam que aceitar, evidentemente”, afirmou.

As relações com os EUA ficaram tensas depois que o jornal Financial Times informou que o México se tornou o principal fornecedor de petróleo de Cuba, embora na última semana Sheinbaum tenha assegurado que “não está sendo enviado mais petróleo do que era enviado historicamente” e negado que haja “um envio específico”.

A presidente mexicana acrescentou que, caso fosse formalmente proposto, o México teria condições para facilitar o diálogo, embora tenha reiterado que não se trata de uma decisão unilateral.

Trump advertiu neste domingo que Cuba não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela, destacando que o país tem “vivido durante anos” graças ao dinheiro e ao petróleo venezuelanos em troca de “serviços de segurança” para os “dois últimos ditadores (Hugo Chávez e Nicolás Maduro)”.

O México mantém relações diplomáticas ininterruptas com Cuba e, historicamente, tem defendido o diálogo e a suspensão das sanções, enquanto as relações entre Washington e Havana continuam marcadas por tensões políticas e pelo embargo americano.

A conversa desta segunda-feira foi a primeira entre Sheinbaum e Trump desde que o presidente americano ameaçou o México com ataques terrestres contra os cartéis que, segundo ele, governam o país vizinho. EFE