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EFE/Arquivo/GRAIG HUDSON/POOL

Trump cancela diálogo com Irã e diz a manifestantes que «ajuda está a caminho»

Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira o cancelamento do diálogo com as autoridades do Irã até que «cessem os assassinatos» nos protestos que abalam o país, e garantiu aos manifestantes que a «ajuda está a caminho».

«Patriotas iranianos, continuem protestando! Tomem o controle de suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e dos responsáveis pelos abusos. Eles pagarão um alto preço. Cancelei todas as reuniões com funcionários iranianos até que cessem os assassinatos sem sentido de manifestantes», escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.

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«A ajuda está a caminho», acrescentou o presidente americano em sua mensagem, que concluiu com um «MIGA» (Make Iran Great Again, ou «Fazer o Irã Grande Novamente»), uma variação de seu lema MAGA (Make America Great Again).

O anúncio ocorre após o portal americano “Axios” relatar que o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, teria contatado o enviado especial de Trump para o Oriente Médio e a Ucrânia, Steve Witkoff, no último fim de semana, com a aparente intenção de reduzir a tensão com Washington.

Os contatos foram mantidos depois que Trump ameaçou atacar a nação persa em resposta à repressão ativada pelas autoridades contra as manifestações em massa no país, que têm deixado um elevado número de mortos e detidos.

Na segunda-feira, Trump afirmou que imporia uma tarifa de 25% a qualquer nação que «faça negócios» com o Irã, em um novo aperto na campanha de pressão econômica contra Teerã. Antes disso, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia assegurado que o presidente não descarta ações militares no Irã.

Nos últimos dias, grupos de oposição e diferentes ONGs especializadas em direitos humanos publicaram números distintos sobre as vítimas causadas pela repressão.

Segundo a organização civil Human Rights Activists News Agency (HRANA), que opera a partir dos Estados Unidos, pelo menos 544 pessoas morreram neste levante cidadão, enquanto a Organização Iraniana de Direitos Humanos contabilizou 648 manifestantes mortos, incluindo nove menores.

Já a Organização dos Mujahidin do Povo do Irã (OMPI), um grupo de oposição que baseia seus cálculos em fontes locais, hospitais e familiares, afirma que o total de vítimas fatais da repressão poderia chegar a 3.000 EFE