Tóquio (EFE).- A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, planeja dissolver o Parlamento imediatamente após o início da sessão ordinária em 23 de janeiro para convocar eleições antecipadas, segundo informaram nesta quarta-feira o governante Partido Liberal Democrata (PLD) e seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação (Ishin).
Takaichi comunicou suas intenções de dissolver a Dieta (o Parlamento japonês) «imediatamente» no dia 23 de janeiro durante uma reunião com o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, e os líderes do Ishin, Hirofumi Yoshimura e Fumitake Fujita.
«A primeira-ministra Takaichi comunicou sua intenção de dissolver a Câmara dos Representantes durante a sessão ordinária da Dieta», afirmou Suzuki aos meios de comunicação, segundo declarações reproduzidas pela emissora de notícias japonesa “NHK”. Yoshimura acrescentou que a mandatária explicará seus motivos em uma entrevista coletiva na próxima segunda-feira.
A confirmação ocorre após dias de especulações na imprensa do país asiático.
Caso a dissolução do Parlamento ocorra em 23 de janeiro, a campanha para as eleições gerais poderá começar já em 27 de janeiro ou 3 de fevereiro, com a votação prevista para 8 ou 15 de fevereiro, informou a agência de notícias “Kyodo”.
O governo da primeira mulher a liderar o arquipélago goza de um alto índice de aprovação, atingindo até 62% segundo uma sondagem divulgada ontem pela “NHK”, patamar que se mantém relativamente estável desde que Takaichi assumiu o poder em outubro do ano passado, após a renúncia de seu antecessor, Shigeru Ishiba.
O PLD e seus parceiros contam com uma estreita maioria de apenas um assento na Câmara Baixa (a mais importante das duas que compõem a Dieta) e estão em minoria na Câmara Alta, devido a uma série de maus resultados eleitorais sob a gestão de Ishiba.
O plano de convocar eleições antecipadas, que contrasta com as repetidas negativas de Takaichi até o momento, foi alvo de críticas dos partidos de oposição, que consideram que a medida poderá atrasar a aprovação do projeto de orçamento inicial para o ano fiscal de 2026, que começa em abril, em um contexto de inflação persistente e estagnação dos salários.
«Não entendo a dissolução da Dieta, que interromperá as deliberações sobre o orçamento do novo ano fiscal. É uma dissolução irracional», avaliou Jun Azumi, secretário-geral do opositor Partido Democrático Constitucional (PDC). EFE






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