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EFE/ABEDIN TAHERKENAREH

Irã anuncia 3 mil prisões durante protestos no país

Teerã (EFE).- As autoridades do Irã anunciaram, nesta sexta-feira, que ao menos 3 mil pessoas, às quais classificam como «terroristas», foram detidas nos protestos ocorridos na República Islâmica nas últimas semanas.

«Autoridades de segurança anunciaram que 3 mil membros de grupos terroristas e pessoas que desempenharam um papel nos recentes distúrbios foram presos até agora», informaram fontes de segurança à agência de notícias «Tasnim», ligada à Guarda Revolucionária.

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Trata-se de um número muito inferior ao fornecido por ONGs estabelecidas fora do Irã, já que, por exemplo, segundo os últimos dados da organização HRANA, ocorreu a prisão de mais de 19 mil pessoas, conforme puderam confirmar.

As autoridades não deram mais detalhes sobre as detenções, a identidade ou a situação dos detidos, enquanto a HRANA adverte: «No entanto, apesar do corte da internet e do acesso reduzido aos dados de campo, a HRANA até agora pôde confirmar a prisão de mais de 19 mil pessoas».

Os protestos começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã fecharam seus estabelecimentos devido à queda do rial, mas logo se espalharam por todo o país com gritos de «Morte à República Islâmica» e «Morte a Khamenei».

Os protestos atingiram seu auge na semana passada, com uma explosão de manifestações em praticamente todo o Irã, que resultaram em atos de vandalismo contra órgãos públicos, bancos destruídos e o incêndio de 53 mesquitas em todo o país, segundo fontes oficiais.

De acordo com organizações de direitos humanos, os mortos nos protestos que começaram no dia 28 e se intensificaram a partir do dia 8 são contados às centenas.

A organização Iran Human Rights (IHRNGO), com sede em Oslo, contabiliza 3.428 mortos em seu último balanço de quinta-feira, enquanto a organização HRANA, sediada nos Estados Unidos, eleva o número de falecidos para mais de 2,6 mil.

No entanto, nos últimos dias a calma voltou ao país, ainda que com uma forte presença policial nas ruas e com a internet continuando cortada. EFE