Davos/Bruxelas (EFE).- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou nesta terça-feira como um «avanço histórico» a aliança comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, e assegurou que Bruxelas está «às portas» de um pacto ainda maior com a Índia, que alguns chamam de «a mãe de todos os acordos».
«No sábado, estive em Assunção para assinar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul. Foi um avanço histórico após 25 anos de negociações», afirmou Von der Leyen durante seu discurso público no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
A presidente do Executivo europeu ressaltou que, com este pacto, «a União Europeia e a América Latina criaram a maior zona de livre comércio do mundo», constituindo «um mercado que representa mais de 20% do PIB mundial, integrado por 31 países e mais de 700 milhões de consumidores, e alinhado com o Acordo de Paris».
A democrata-cristã alemã inseriu o pacto nos esforços da UE para se adaptar e ganhar independência em um contexto geopolítico cada vez mais tenso, acelerando em áreas como inteligência artificial, integração energética e fornecimento de recursos.
Von der Leyen considerou que o pacto com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai «envia uma mensagem ao mundo» ao destacar que a UE opta «pelo comércio justo frente às tarifas; pela cooperação frente ao isolamento; e pela sustentabilidade frente à exploração».
«Por isso, não pararemos na América Latina», assegurou, lembrando que «no ano passado alcançamos novos acordos com México, Indonésia e Suíça» e que a UE trabalha em «um novo acordo de livre comércio com a Austrália», além de avançar em negociações com «Filipinas, Tailândia, Malásia, Emirados Árabes Unidos e outros países».
Nesse contexto, Von der Leyen focou na Índia e declarou que, após Davos, viajará ao país, onde «ainda há trabalho a ser feito, mas estamos às portas de um acordo comercial histórico».
«Alguns o chamam de ‘a mãe de todos os acordos’: um que criaria um mercado de dois bilhões de pessoas, representaria quase um quarto do PIB mundial e que, de forma crucial, daria à Europa a vantagem do pioneirismo em uma das economias de maior crescimento e dinamismo do mundo», resumiu.
Von der Leyen insistiu na mentalidade aberta da UE ao «fazer negócios» com as grandes potências econômicas, da América Latina ao Indo-Pacífico «e muito além».
«A Europa sempre escolherá o mundo. E o mundo está disposto a escolher a Europa», concluiu a política alemã no influente fórum informal. EFE






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