Trump firma en Davos el acta de constitución de la Junta de Paz
EFE/GIAN EHRENZELLER

Trump lança seu Conselho de Paz cercado por 20 outros governantes em Davos

Davos (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira em Davos, na Suíça, seu polêmico Conselho de Paz, em uma cerimônia na qual esteve acompanhado por cerca de 20 chefes de Estado e de governo, entre eles os presidentes de Argentina e Paraguai e o primeiro-ministro da Hungria.

«O mundo é mais rico, seguro e pacífico» do que há um ano, logo quando assumiu seu segundo mandato, se gabou Trump, que enumerou uma lista de conflitos que assegurou terem terminado graças à sua intervenção e vangloriou-se de que «nenhum governo na história alcançou uma mudança tão radical em 12 meses».

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Trump assinou o ato de constituição do órgão – concebido inicialmente para supervisionar seu plano de paz para a Faixa de Gaza e que agora pretende ampliar para outros conflitos globais – em um evento realizado no auditório principal do Centro de Congressos da vila alpina.

Os governantes que se uniram à iniciativa, que ocuparam assentos dispostos no palco ao redor de Trump, também assinaram o ato de constituição antes do presidente dos EUA, para o que foram aproximando-se de uma mesa situada em um dos lados do palco.

«O que estamos fazendo é muito importante», declarou Trump. «Era algo que eu realmente queria fazer, e não conseguia pensar em nenhum lugar melhor» para isso.

O republicano voltou a criticar a ONU, sobre a qual disse ter um «tremendo potencial» não utilizado, e assegurou que a combinação entre as Nações Unidas e seu Conselho produzirá «uma coisa única no mundo».

Entre os presentes no ato estiveram alguns dos integrantes da junta diretiva do novo órgão, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff; e Jared Kushner, genro de Trump.

Além disso, participaram da cerimônia os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, assim como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev – países que apoiam a iniciativa.

Em seu discurso no evento, Rubio destacou as conquistas de Trump em favor da paz, definindo-o como um presidente de ação e um líder com «a visão e a coragem para sonhar o impossível».

Até agora, pelo menos 35 de cerca de 50 chefes de Estado e de governo aceitaram fazer parte do Conselho de Paz, segundo informou ontem a Casa Branca, que não forneceu uma lista detalhada.

Entre os países que aceitaram ser membros do órgão estão Israel, Argentina e Egito, enquanto outras nações como França, Noruega e Suécia rejeitaram a iniciativa.

Segundo revelou o próprio Trump na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, aceitou unir-se ao órgão, embora o Kremlin ainda não tenha confirmado oficialmente este ponto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira, por meio de um de seus porta-vozes, que o Conselho de Paz de Trump é, por ora, «amorfo», e ressaltou que o apoia «estritamente» para seu trabalho na Faixa de Gaza. EFE