Moscou (EFE).- O Kremlin assegurou nesta quarta-feira que a Rússia está disposta a cooperar com a União Europeia (UE) no Ártico, mas advertiu que defenderá seus interesses nessa região com «todo o arsenal do direito internacional».
«Estamos abertos à cooperação e interação (…) Esta é a nossa região, somos um Estado ártico, ao contrário da grande maioria dos países da União Europeia», afirmou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, em sua coletiva de imprensa telefônica diária.
Peskov respondeu assim às palavras da alta representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Kaja Kallas, sobre a necessidade de uma nova política europeia para o Ártico.
«Temos interesses importantes no Ártico, que defenderemos por meio de todo o arsenal do direito internacional», ressaltou o porta-voz.
Peskov acrescentou que «se os representantes da UE se referem a uma nova política voltada para a cooperação internacional, isto é algo digno de saudação».
«Se se referem ao confronto, algo que agora está na moda em Bruxelas, é pouco provável que saudemos isto e é improvável que tenha consequências positivas», completou.
A chefe da diplomacia europeia afirmou ontem que «é hora de uma nova política da UE para o Ártico, uma que reflita os tempos em que vivemos e o mundo que queremos ver, incluindo um Ártico seguro».
«Para a União Europeia, é essencial basear isto em parcerias sólidas», assinalou Kallas, ao destacar a importância de «uma estreita cooperação com Noruega, Canadá e Islândia».
Segundo Kallas, a região do Ártico é crucial para a segurança transatlântica, por isso será necessário dedicar-lhe mais atenção, mais recursos e mais poderio militar para enfrentar a ameaça representada pela Rússia, o país mais extenso das oito nações árticas.
Kallas lembrou que Moscou reabriu e modernizou as bases militares soviéticas no extremo norte e mantém uma das maiores concentrações de armas nucleares do mundo na península de Kola, fronteiriça com o nordeste da Noruega.
«A Europa deve alcançar o nível de anos de acumulação militar russa na região», frisou.
Além disso, destacou que a Otan continua sendo o pilar da segurança na Europa, embora tenha lembrado que a Aliança Atlântica e a UE compartilham 23 membros e que atualmente a Europa está «firmemente comprometida» com a sua própria defesa. EFE






![[FILE] Dmitri Peskov EFE-EPA/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL](https://i0.wp.com/efe.com/wp-content/uploads/2026/03/rss-efe4329a2ec7e25f3f0829a19c210cbd754fbd67d8cw.webp?fit=300%2C200&ssl=1)


