Moscou (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que seu país respeitará os limites estabelecidos pelo tratado de desarmamento nuclear START III – que expirou há uma semana – enquanto os Estados Unidos adotarem a mesma postura.
Ao discursar perante a Duma (Câmara dos Deputados), Lavrov recordou que os EUA nunca responderam formalmente à proposta do presidente russo, Vladimir Putin, de prorrogar por pelo menos um ano o cumprimento do tratado.
Apesar disso, o chanceler assegurou que Moscou parte do princípio de que «a moratória anunciada pelo presidente se mantém, mas apenas enquanto os EUA também não superarem os referidos limites».
O tratado – assinado em 2010 pelos então presidentes Dmitri Medvedev e Barack Obama, e renovado em 2021 por mais cinco anos – estabelecia um teto de 1.550 ogivas nucleares e 700 sistemas balísticos de terra, mar ou ar.
Na semana passada, Lavrov já havia alertado para o surgimento de um «vácuo» no controle de armas com a expiração do START, embora tenha reiterado que a «Rússia prefere o diálogo» para garantir a estabilidade estratégica por meio de um novo acordo.
Enquanto isso, a China reafirmou na última sexta-feira, durante a Conferência de Desarmamento da ONU, que não participará de negociações nucleares trilaterais por enquanto.
«As capacidades nucleares da China não estão, de forma alguma, no nível dos Estados Unidos ou da Rússia», declarou o embaixador adjunto chinês em Genebra, Jian Shen.
O presidente dos EUA, Donald Trump, defende que Pequim – que já teria mais de 500 ogivas – seja incluída em futuros pactos. Já Moscou afirma respeitar a posição chinesa, mas exige que qualquer tratado futuro também inclua os arsenais da França e do Reino Unido. EFE









