Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder dos Emirados Árabes, Mohamed bin Zayed, pediram nesta segunda-feira, durante um telefonema, um “rápido” fim das hostilidades em torno do Irã, cujo território está sendo bombardeado por Estados Unidos e Israel.
“Ambas as partes destacaram a necessidade de um rápido cessar-fogo e do retorno ao processo político-diplomático”, informou o Kremlin em comunicado.
Durante a conversa, de acordo com o comunicado oficial, foram discutidas tanto a “agressão” dos Estados Unidos e de Israel quanto “as ações firmes de resposta de Teerã”.
Putin, que recebeu Mohamed bin Zayed no Kremlin em janeiro, destacou nesta segunda-feira que Moscou “fez muito” pela solução pacífica da crise em torno do programa nuclear da república islâmica e “pela busca de compromissos”.
Enquanto Moscou continua a construção da segunda e terceira unidades da usina nuclear de Bushehr, o Kremlin mostrou-se disposto a receber o urânio enriquecido iraniano. No entanto, segundo Putin, os acordos alcançados durante as negociações mediadas por Omã “foram abortados pelo ato de agressão militar não provocada contra um Estado soberano e membro da ONU”.
Por sua vez, o líder dos Emirados Árabes denunciou em seu diálogo com Putin que os ataques de resposta de Teerã atingiram seu país, o que considerou “injustificado”, uma vez que o território emiradense não está sendo usado como plataforma para bombardear a república islâmica.
Putin prometeu falar com as autoridades iranianas para enviar-lhes “sinais” com o objetivo de contribuir para a estabilidade da situação no Oriente Médio.
O Kremlin se mostrou nesta segunda-feira “decepcionado” com o fato de as negociações entre Estados Unidos e Irã, com a mediação de Omã, terem resultado em uma “agressão direta” contra o país islâmico.
“É claro que podemos expressar aqui nossa profunda decepção com o fato de que a situação se degradou, de qualquer forma, em uma agressão direta”, disse Dmitry Peskov, porta-voz presidencial, em sua entrevista coletiva diária por telefone.
Ele lembrou que as notícias que chegaram inicialmente de Omã falavam de “avanços notáveis”.
“Aceite minhas mais sinceras condolências pelo assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e seus familiares, cometido com uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”, disse Putin na véspera em um telegrama enviado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A Rússia também não ajudou o Irã quando o país islâmico foi atacado por EUA e Israel em meados de 2025, embora Teerã tenha fornecido drones e outro equipamento militar a Moscou para a sua campanha militar na Ucrânia. EFE






