Paris (EFE).- O ainda técnico do Paris Saint-Germain, Christophe Galtier, foi detido nesta sexta-feira junto com seu filho no âmbito de uma investigação por racismo e discriminação que remonta ao período em que treinava o Nice, segundo informou o procurador dessa cidade, Xavier Bonhomme.
O caso refere-se ao vazamento de um suposto e-mail do então diretor esportivo do Nice, Julien Fournier, no qual denunciava o comportamento racista de Galtier enquanto era treinador da equipe na temporada 2021-2022.
O treinador, que nesta temporada conquistou o Campeonato Francês com o PSG, não vai continuar à frente da equipe, que espera anunciar sua demissão antes de nomear seu substituto, que ao que tudo indica será o espanhol Luis Enrique.
No último dia 13 de abril, a Polícia Judiciária de Nice iniciou uma investigação preliminar por discriminação racial ou religiosa, e o técnico negou as acusações.
«Estou profundamente chocado com as alegações atribuídas a mim e que foram relatadas de forma irresponsável», disse Galtier em entrevista coletiva em abril.
Os e-mails revelados por Fournier referiam-se aos comentários de Galtier sobre alguns jogadores negros da equipe, algo que o técnico negou em diversas ocasiões.
Vários dos envolvidos foram ou serão interrogados nos próximos dias no âmbito de uma investigação que pode ter grande impacto na carreira do treinador que, à frente do PSG, não tem alcançado os objetivos traçados pela direção do clube.
Um único título, o do Campeonato Francês, é considerado insuficiente para o orçamento faraônico de um clube que tem jogadores como Kylian Mbappé, Lionel Messi e Neymar em seu elenco.
A eliminação nas oitavas de final da Liga dos Campeões diante do Bayern de Munique sentenciou definitivamente o destino do treinador. EFE



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