Cúpula da Celac em Buenos Aires.

Países-membros da Celac comemoram retorno do Brasil com aplausos

Os representantes dos países-membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) receberam nesta terça-feira, no início da VII cúpula da entidade, o retorno do Brasil com aplausos unânimes, após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter retirado o país do fórum em 2020.

«Sem dúvida, uma Celac sem o Brasil é uma Celac muito mais vazia, com a qual sua presença hoje nos completa», disse o presidente argentino, Alberto Fernández, no início do VII Cúpula da Celac, que está sendo realizada no hotel Sheraton em Buenos Aires.

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A volta do Brasil à Celac pelas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos principais destaques desta cúpula, que reúne representantes dos 33 países da América Latina e Caribe.

O presidente argentino, Alberto Fernández.EFE/Presidencia Argentina

Fernández defende a integração

Em seu discurso de abertura, Fernández defendeu o aprofundamento da integração dos países da América Latina e do Caribe, destacando a importância de respeitar a “diversidade” para “crescermos juntos”.

«A única coisa que temos que fazer é aprofundar nosso diálogo e nos respeitarmos na diversidade. Todos os que estão aqui foram eleitos por seus povos e na diversidade devemos nos respeitar e crescer juntos», destacou.

Alberto Fernández

Fernández insistiu também na necessidade de os países da região trabalharem «unidos» em prol da igualdade e da «justiça social», porque «é muito mais fácil trabalhar juntos do que continuar trabalhando separadamente».

Neste ponto, o chefe de Estado pediu que se garanta a institucionalidade na América Latina e no Caribe, em um contexto em que a democracia está «definitivamente em risco».

Críticas à extrema-direita

«Os setores de extrema-direita se levantaram e estão ameaçando cada um de nossos povos, e não podemos permitir que essa direita coloque em risco a institucionalidade», declarou Fernández, que citou como exemplos o recente ataque às sedes dos três poderes em Brasília, o «golpe de Estado» na Bolívia e o atentado contra a vice-presidente argentina, Cristina Kirchner.

«Temos que ser categóricos na defesa da democracia e das instituições, é algo que a América Latina se deve e não pode ignorar», enfatizou.

Por fim, o presidente argentino pediu o fim dos «bloqueios» a Cuba e Venezuela, argumentando que essas medidas «são métodos muito perversos de sancionar, não governos, mas povos».

“Cuba está bloqueada há mais de seis décadas e isso é indesculpável. A Venezuela sofre o mesmo e temos que levantar nossas vozes”, completou Fernández.