Roma (EFE).- O chefe de delegação da seleção italiana, o ex-goleiro Gianluigi Buffon, renunciou nesta quinta-feira após o fracasso do país em se classificar para a Copa do Mundo deste ano, seguindo os passos do presidente da federação, Gabriele Gravina, e afirmou que apresentar sua renúncia é “um ato de responsabilidade”.
“Apresentar a minha renúncia um minuto após o fim da partida contra a Bósnia foi um ato urgente, que brotou do mais profundo de mim. Tão espontâneo quanto as lágrimas e essa dor no coração que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me que esperasse para permitir que todos fizessem as reflexões pertinentes”, publicou Buffon em sua conta no Instagram.
O astro do futebol italiano, eternizado como um dos melhores goleiros da história, afirmou que, “agora que o presidente Gravina decidiu se afastar”, sente-se “livre para fazer” o que considera “um ato de responsabilidade”.
“Porque, apesar da sincera convicção de ter construído muito em termos de espírito e de grupo ao lado de ‘Rino’ Gattuso e de todos os colaboradores no pouquíssimo tempo disponível na seleção, o objetivo principal era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos”, acrescentou.
«É justo deixar ao meu sucessor a liberdade de escolher a pessoa que considerar mais adequada para ocupar o meu cargo. Guardo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pelos ensinamentos que, mesmo neste final doloroso, esta intensa experiência me deixa», concluiu.
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, apresentou sua demissão nesta quinta-feira, após o fracasso da seleção italiana, que não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.
A decisão ocorreu após a derrota da “Azzurra” na terça-feira na final da repescagem para a Copa do Mundo, decidida nos pênaltis contra a seleção da Bósnia e Herzegovina, resultado que provocou um terremoto midiático e fortes críticas contra sua gestão.
Agora também surgem dúvidas sobre o técnico Gennaro Gattuso, já que a mudança na diretoria gera incerteza quanto à sua continuidade. EFE






