Trump dice que los ataques de Israel al Líbano no están incluidos en el cese el fuego con Irán
Donald Trump. EFE/Arquivo/Graeme Sloan/Pool

Trump ameaça com tarifas quem vender armas ao Irã e fala em mudança de regime

Redação Central/Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira impor tarifas de 50% aos países que fornecerem armas ao Irã, ao mesmo tempo em que afirmou que já está negociando com a república islâmica – onde teria ocorrido uma «mudança de regime muito produtiva» – para reduzir tarifas e sanções.

«O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente tributado com uma tarifa de 50% sobre todo e qualquer bem vendido aos EUA, com efeito imediato. Não haverá exclusões nem isenções!», escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.

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O presidente americano também se pronunciou após o anúncio da trégua temporária para negociar com o Irã, assegurando que o país «experimentou uma mudança de regime muito produtiva».

«Os Estados Unidos colaborarão estreitamente com o Irã, país que, segundo constatamos, experimentou uma mudança de regime muito produtiva. Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em colaboração com o Irã, desenterrarão e eliminarão todos os vestígios nucleares enterrados a grande profundidade (pelos bombardeiros B-2)», comentou em outra mensagem na Truth Social.

Segundo Trump, durante a atual guerra «nada foi tocado» em relação a esses vestígios nucleares, que permanecem sob «estrita vigilância de satélite».

Além disso, destacou que já está negociando com o Irã e garantiu que «muitos dos 15 pontos já foram acordados», aludindo à sua própria proposta e não ao plano de 10 pontos do Irã, que supostamente seria o ponto de partida das negociações.

«Estamos, e continuaremos, negociando com o Irã a redução de tarifas e sanções», ressaltou.

Em uma entrevista coletiva sobre o conflito, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, insistiu hoje que o Irã «implorou por este cessar-fogo, e todos nós sabemos disso», e esclareceu que o «novo grupo de pessoas» à frente do governo em Teerã «repensou seus cálculos sobre o que implica negociar» com Washington.

«O novo regime iraniano compreendeu que um acordo seria infinitamente preferível ao destino que os aguardava», acrescentou Hegseth, que mencionou que Washington eliminou «de maneira sistemática» o alto escalão iraniano e lembrou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de parte de sua cúpula militar nos primeiros ataques da guerra.

«Por conseguinte, este novo regime mantém uma interação diferente com os EUA», afirmou.

O chefe do Pentágono também indicou que qualquer «material nuclear que (o Irã) não deveria possuir» será retirado em virtude dos termos do cessar-fogo, embora a república islâmica ainda não tenha se pronunciado sobre este tema em seus comunicados oficiais.

Trump afirmou ontem à noite que a possibilidade de alcançar um acordo de paz «definitivo» com o Irã encontra-se em «uma etapa muito avançada», além de indicar que a razão deste pacto é ter «cumprido e superado todos os objetivos militares». EFE