Moscou (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, acusou nesta segunda-feira o Ocidente de recorrer a “métodos terroristas” por não conseguir derrotar a Rússia “no campo de batalha”, em alusão aos ataques com drones ucranianos contra alvos na retaguarda russa.
“Por não serem capazes de derrotar a Rússia no campo de batalha, agora apostam em métodos abertamente terroristas em sua luta contra nosso povo, mas o povo da Rússia nunca será subjugado por ninguém. Isso nunca aconteceu e nunca acontecerá”, disse ele ao se dirigir aos deputados da Duma (câmara baixa do Parlamento), reunidos no Kremlin.
Putin se referia ao apoio dos países europeus aos ataques inimigos contra fábricas militares, refinarias ou armazéns de comércio eletrônico em território russo.
“Nosso povo multinacional tem respondido às provações históricas e à pressão externa agressiva com unidade interna. Sempre foi assim e é, precisamente, o que está ocorrendo agora”, destacou.
Ele denunciou que, desde o início da guerra na Ucrânia, no final de fevereiro de 2022, o Ocidente colocou em ação sua “maquinaria rusófoba a todo vapor” e tentou provocar “a divisão” na sociedade ao tentar “estrangular” a economia e o sistema financeiro e bancário do país.
No entanto, ele afirmou que todas as sanções adotadas contra Moscou, na verdade, prejudicam mais seus autores do que a própria Rússia.
Putin destacou que o sistema político russo “está disposto a defender o país e está preparado, juntamente com a sociedade, para responder com firmeza a qualquer ação hostil”. O mandatário também se mostrou convencido de que os deputados darão atenção, ao aprovar o próximo orçamento trienal, tanto à defesa nacional — que representa 40% dos gastos totais — quanto aos programas sociais.
Embora mais de dois terços dos russos defendam o fim das hostilidades, segundo as pesquisas, Putin voltou a insistir que os soldados russos que lutam no país vizinho há quase quatro anos e meio “contam com o apoio de todo o povo, de toda a sociedade”.
“Alcançaremos nossos objetivos e, juntos, faremos de tudo pela vitória, pela Rússia”, declarou.
O chefe do Kremlin afirmou que o momento atual é “uma das etapas mais decisivas” da história da Rússia, já que “estão em jogo o destino e o futuro do nosso país”.
O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, pediu a Putin, no último sábado, que suspendesse a guerra na Ucrânia durante uma reunião na cidade siberiana de Omsk.
«Talvez tenha chegado a hora de congelar esse conflito e voltar à ‘Fórmula de Istambul 2.0’, já que ali foram alcançados resultados significativos», comentou.
Segundo analistas internacionais, os ataques bem-sucedidos da Ucrânia contra infraestruturas críticas na Rússia fizeram com que Putin desistisse de fazer qualquer concessão territorial em eventuais negociações de paz com Kiev, que estão paralisadas desde fevereiro.
Tanto a Rússia quanto os Estados Unidos consideraram obsoletos os compromissos alcançados em agosto de 2025 na cúpula de Anchorage entre Putin e o presidente americano, Donald Trump. EFE









