El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, hace balance este martes
Pedro Sánchez. EFE/ Mariscal

Sánchez vê «fim do túnel» em incêndios na Espanha, mas alerta para nova onda de calor

Madri (EFE).- O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta terça-feira que começa a se vislumbrar “a luz no fim do túnel” na luta contra os grandes incêndios que ainda estão ativos no país, embora tenha advertido que os próximos dias e horas serão especialmente complexos devido à nova onda de calor prevista.

Em entrevista coletiva destinada a fazer um balanço antes das férias de verão, Sánchez comentou que “o negacionismo climático é o pior combustível da emergência climática” e destacou que um pacto climático de Estado é “um imperativo, não uma opção”.

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Sánchez anunciou também a declaração de zonas gravemente afetadas por uma emergência de proteção civil para os territórios prejudicados pelos incêndios florestais, que, no que vai do ano, queimaram em todo o país 173.651,46 hectares, quase seis vezes mais do que no mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério da Transição Ecológica (Miteco).

Desde o início do ano, já foram registrados 35 grandes incêndios florestais na Espanha, enquanto no mesmo período de 2025 foram sete.

Atualmente, causam preocupação vários grandes incêndios que assolam áreas de Ávila (centro), onde ocorreu o maior incêndio da história do país, com mais de 50.000 hectares queimados; na Comunidade de Madri, onde vários focos afetaram cerca de 28.000 hectares; em Toledo (centro), onde se contabilizam 2.000 hectares danificados; e em Vall d’Uixó (Castellón, leste), com 8.500 hectares consumidos.

Sánchez também pediu, nesta terça-feira, que se mantenham todas as precauções diante do aumento significativo das temperaturas e da chegada de uma nova onda de calor anunciada pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), o que dificultará as tarefas de combate aos incêndios e aumentará o risco de incêndios “em todo o país”.

Diante dessa situação, o presidente garantiu que, em coordenação com outras instituições públicas, todos os recursos necessários serão mobilizados pelo tempo que for preciso até apagar “a última chama”.

Além disso, ele reconheceu o trabalho dos profissionais que combatem o fogo na linha de frente e destacou a coordenação mantida nos últimos dias entre as diferentes administrações para enfrentar os incêndios. EFE