A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. EFE/Arquivo/DUMITRU DORU

Dinamarca defende que UE considere a exclusão da Espanha do Tratado de Schengen

Copenhague (EFE).- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, defendeu nesta sexta-feira que a União Europeia (UE) analise todas as opções após a chegada em massa de migrantes do Marrocos à cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, incluindo a exclusão da Espanha do Tratado de Schengen.

“É evidente que a UE deve tomar imediatamente todas as medidas necessárias e considerar todas as possibilidades, incluindo a suspensão da cooperação no âmbito do Acordo de Schengen”, afirmou a líder social-democrata em comunicado enviado à agência dinamarquesa «Ritzau».

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Frederiksen destacou que a migração descontrolada é uma “ameaça” contra a Europa e contra a Dinamarca e enfatizou a importância de manter o controle das fronteiras externas da UE.

A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que já conversou com a italiana Giorgia Meloni — a primeira a propor a ideia de uma possível suspensão do Acordo de Schengen com a Espanha —, e acrescentou que pretendem discutir a situação com outros líderes europeus.

“As imagens que chegam de Ceuta são violentas. Não vamos aceitar uma repetição de 2015”, afirmou Frederiksen, em alusão à crise migratória desencadeada pela guerra na Síria.

O número de corpos encontrados nas últimas horas na costa de Ceuta, após a entrada em massa de pessoas vindas do Marrocos, chega a 34, informaram fontes policiais à Agência EFE.

Segundo informações do Ministério do Interior espanhol, mais de 25.000 migrantes já retornaram nesta sexta-feira ao Marrocos, dos cerca de 50.000 que haviam entrado de forma irregular em Ceuta nos últimos dias.

A previsão é de que esse número aumente significativamente ao longo do dia, já que as saídas daquela cidade espanhola no norte da África em direção ao território marroquino estão ocorrendo em um ritmo muito acelerado, de cerca de 150 pessoas por minuto, acrescentou o Ministério do Interior.

A crise começou no início desta semana com a chegada, a nado, de jovens procedentes do território marroquino a Ceuta e culminou na quinta-feira com uma entrada em massa e irregular de pessoas que cruzaram a pé um quebra-mar que marca a fronteira entre Espanha e Marrocos. EFE