Londres (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu nesta quinta-feira às grandes empresas de tecnologia – TikTok, X, Snap, Google e Meta – que tomem medidas para proteger as crianças dos efeitos negativos do uso de seus produtos, em particular das redes sociais.
O líder trabalhista reuniu em seu gabinete, em Downing Street, vários executivos dessas companhias, aos quais disse que «a situação atual não pode continuar», enquanto seu governo estuda normas para garantir a segurança on-line, incluindo um possível veto às redes sociais para menores de 16 anos.
«As coisas precisam mudar, porque, neste momento, as redes colocam nossos filhos em risco», afirmou Starmer em seu primeiro pronunciamento, que foi transmitido pela televisão.
«Um mundo onde as crianças estejam protegidas, mesmo que isso signifique restringir o acesso, é preferível a um mundo onde o dano seja o preço da participação» (dos usuários nas redes), argumentou.
O primeiro-ministro mostrou-se disposto a trabalhar com as empresas para «construir um futuro melhor».
«A questão não é se será feito, mas como será feito», acrescentou.
Esta reunião ocorre depois que a Câmara dos Comuns britânica rejeitou, na noite de ontem, uma iniciativa da Câmara dos Lordes (câmara alta, não eleita) para proibir imediatamente o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, optando por uma abordagem regulatória mais flexível.
O Executivo britânico, que possui maioria absoluta na câmara baixa, prefere concluir primeiro uma consulta pública para determinar, com base científica e participação cidadã, a melhor maneira de proteger as crianças no ambiente on-line e garantir que tenham «experiências digitais saudáveis».
Esta consulta, aberta a todas as partes interessadas de 2 de março a 26 de maio, propõe diversas alternativas, como a proibição total do acesso a menores, a regulação de algoritmos, a introdução de limites para funções viciantes ou controles mais rígidos sobre os chatbots de inteligência artificial. EFE






