Joseph Aoun. EFE/Arquivo/SARAH MEYSSONNIER/POOL

Presidente libanês defende retirada israelense como «fundamental» para cessar-fogo

Beirute (EFE).- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defendeu nesta quinta-feira que, para consolidar um potencial cessar-fogo com Israel, será «fundamental» o recuo das tropas israelenses presentes no sul do país, de forma que o Exército local possa retomar o controle da faixa fronteiriça.

«A retirada das forças israelenses do território libanês é um passo fundamental para consolidar o cessar-fogo e permitir o deslocamento do Exército do Líbano até as fronteiras internacionais, estendendo plenamente a autoridade do Estado e pondo fim a qualquer presença armada», disse Aoun.

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«As decisões do governo, especialmente as relacionadas ao monopólio das armas, serão aplicadas no interesse do Líbano e para garantir a proteção de todos os cidadãos que querem ver seu Estado como o único responsável pela segurança», acrescentou, segundo um comunicado da Presidência.

Após o início da atual guerra com Israel no começo de março, as autoridades libanesas endureceram sua retórica contra o grupo xiita Hezbollah e a necessidade de desarmá-lo, um processo iniciado no ano passado, mas que avançou lentamente devido à oposição do movimento à iniciativa.

Na última terça, Líbano e Israel mantiveram conversas diretas em Washington para tentar acordar um cessar-fogo, sem a participação do Hezbollah, uma medida que ainda não foi aprovada pelo Estado judeu.

«O cessar-fogo que o Líbano pede com Israel será a porta natural para iniciar negociações diretas entre ambos os países, segundo a iniciativa presidencial», declarou Aoun, que vinha promovendo essa ideia desde o início do conflito em 2 de março.

De acordo com a nota, o presidente deu essas declarações durante um encontro com o responsável britânico para o Oriente Médio, Hamish Falconer, perante o qual também reiterou seu compromisso em frear a escalada de violência no sul do país e de que apenas as autoridades oficiais negociem com Israel.

«É uma questão de soberania e não se pode envolver mais ninguém», concluiu o chefe de Estado.

A imprensa local informou sobre a possibilidade de Aoun manter também hoje uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um ponto que não foi confirmado por parte do Líbano. EFE