Kiev (EFE).- A Ucrânia planeja começar a importar gás natural liquefeito (GNL) dos EUA no valor de até US$ 2 bilhões caso os ataques russos ao sistema energético ucraniano o tornem necessário, ao mesmo tempo em que trabalha com a empresa americana Westinghouse para construir nove reatores nucleares adicionais, segundo explicou o presidente Volodymyr Zelensky em um encontro com a Agência EFE e outros meios de comunicação ucranianos e internacionais.
“Contamos que, em uma situação muito difícil, a Ucrânia poderá importar gás no valor de US$ 2 bilhões dos EUA”, disse Zelensky, explicando que países como a Noruega já contribuíram com parte do dinheiro necessário para tornar possíveis essas importações.
O gás seria importado através dos terminais que funcionam na Polônia, explicou Zelensky.
Grécia e Azerbaijão, disse também o mandatário ucraniano, são outras duas fontes de fornecimento de gás com as quais Kiev conta para cobrir o déficit que poderia ser provocado pelos ataques russos, que destruíram neste outono infraestruturas ucranianas essenciais de processamento de gás próprio.
“Os americanos expulsarão por completo o gás russo da Europa”, disse Zelensky, que falou também da possibilidade de construir, com o acordo da Turquia para que os navios que cheguem passem pelo Bósforo, um terminal de gás natural liquefeito no porto ucraniano de Odessa, no Mar Negro, que impulsionaria as importações de gás americano na região.
Zelensky explicou que apresentou este projeto à Casa Branca e a empresas do setor de energia dos EUA e disse que os americanos demonstraram interesse neste projeto. O presidente ucraniano referiu-se também a possíveis projetos conjuntos com os EUA em matéria de petróleo que contribuiriam para que a Europa deixe de importar petróleo bruto da Rússia.
Anunciou também que a Ucrânia busca expandir suas capacidades de geração elétrica nuclear em cooperação com a empresa americana Westinghouse.
“Podemos construir nove reatores adicionais na Ucrânia se colaborarmos com os americanos. É um grande projeto e eles estão interessados”, disse Zelensky.
A Ucrânia tinha um total de 15 reatores nucleares, mas seis desses reatores estão em território ocupado pela Rússia. Os nove reatores restantes estão sendo essenciais durante esta guerra para manter o fornecimento de eletricidade em meio aos constantes ataques russos às centrais térmicas e hidrelétricas da Ucrânia. EFE






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