Washington (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, prometeu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que a resposta da comunidade internacional será «significativa» se for lançado um ataque nuclear.
«Isso é importante para o mundo, e seguimos concentrados em garantir que fazemos tudo o que é possível para ajudar a Ucrânia a defender sua soberania, seu território», disse a principal autoridade do Pentágono, em entrevista coletiva.
Austin considerou que o uso de armamento nuclear por parte da Rússia, inclusive, falar da utilização, é «perigoso e irresponsável».
Nesta quarta-feira, Moscou realizou exercícios com suas forças nucleares estratégicas, denominados Grom.
Nas manobras, as forças russas dispararam mísseis balísticos e de cruzeiro do submarino atômico Tula, de dois bombardeiros estratégicos Tu-95MC e sistemas de mísseis intercontinentais móveis Yars, entre outros.
Austin fez as declarações durante a apresentação das revisões de 2022 da Estratégia de Defesa Nacional, a Postura Nuclear e a Defesa com Mísseis dos Estados Unidos.
O documento destaca que os «EUA somente considerará o uso de armas nucleares em circunstâncias extremas», para defender seus interesses vitais e os de seus aliados e parceiros».
Armas nucleares dos EUA tem papel de dissuasão
A revisão insiste que, enquanto as armas nucleares sigam existindo, o papel fundamental das armas atômicas dos Estados Unidos é «dissuadir», a intenção de um ataque contra seu território ou de aliados.
Por outro lado, Austin explicou que o documento reafirma a necessidade de «manter e fortalecer» a dissuasão para com a China.
«É o único competidor do lado de fora que busca remodelar a ordem internacional e, ao mesmo tempo, tem um poder crescente para fazer isso», disse.
A Rússia, por sua vez, é descrita como «uma grave ameaça», o que o secretário de Defesa indicou que não é uma escolha aleatória de adjetivo, porque o desafio que Moscou representa para os EUA pode mudar no longo prazo, assim como com a China.
Ainda assim, Austin reconheceu que o Pentágono está preocupado com uma possível escalada com a Rússia desde o começo do conflito armado com a Ucrânia, em 24 de fevereiro, destacou os contatos com autoridades russas, como com o ministro da Defesa, Serguei Choigu.
Outras ameaças reconhecidas no texto são os testes com mísseis da Coreia do Norte, o programa nuclear do Irã e as redes globais de terrorismo. EFE








