El presidente de Francia, Emmanuel Macron, que ha anunciado hoy que reducirá significativamente la presencia militar francesa en África.
Emmanuel Macron. EFE/Arquivo/STEFANO RELLANDINI/POOL

Macron anuncia projeto para inscrever o aborto na Constituição

Paris (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quarta-feira a apresentação em breve de um projeto de lei para incluir o aborto na Constituição nacional «nos próximos meses».

O objetivo da medida é «defender a liberdade das mulheres de dispor de seus corpos e de suas vidas», disse Macron ao fazer o anúncio, durante uma homenagem nacional no Palácio da Justiça à advogada e deputada Gisèle Halimi.

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A jurista dedicou sua obra à luta pelos direitos das mulheres e teve papel importante na legalização do aborto em 1975 e na tipificação do estupro como crime.

Macron disse que a inclusão em uma reforma constitucional visa “assegurar de forma solene que nada pode impedir ou anular” a possibilidade de recorrer ao aborto, “para que seja irreversível”, e também “enviar uma mensagem universal de solidariedade a todas as mulheres que hoje veem essa liberdade pisoteada».

Vitória feminista

O anúncio foi saudado como uma «vitória» por várias organizações feministas.

A ideia de incluir o direito ao aborto na Constituição começou a surgir na França depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou no ano passado o direito constitucional de interromper uma gravidez em todo o país.

As duas câmaras do Parlamento francês começaram a debater projetos legislativos diferentes, e agora o anúncio de Macron pode ajudar a definir um texto único.

No Senado, controlado pelos conservadores do Partido Republicano, a versão do texto fala em «liberdade» para recorrer ao aborto.

Por isso, várias deputadas e senadoras de esquerda alertaram que o anúncio de Macron ainda não deixa totalmente claro se o que ele busca garantir no plano constitucional é «o direito» ou «a liberdade», que para elas são conceitos diferentes. EFE