Flávio Bolsonaro vuelve a recortar distancias con Lula, según un nuevo sondeo
EFE/Arquivo/Andre Borges

Lula e Orsi conversam sobre «ameaças do extremismo político e da desinformação»

Nova York (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta segunda-feira uma reunião com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, na qual conversaram sobre «as ameaças do extremismo político e da desinformação» na América Latina e no mundo.

Durante o encontro, que ocorreu em Nova York na véspera da abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, os dois revisaram temas da agenda bilateral, com ênfase na infraestrutura estratégica e no comércio agrícola.

Banner WhatsApp

Por sua vez, Lula agradeceu a autorização concedida por Montevidéu para que o Brasil utilize o excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para o mercado chinês.

Até o final de julho, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina para a China, já havia utilizado 80% da cota de exportação com preferência tarifária, enquanto no primeiro semestre o Uruguai executou apenas 25%.

Bets

Lula mostrou interesse em conhecer a experiência uruguaia na regulamentação de apostas online, uma das bandeiras de campanha à reeleição do presidente.

Os dois concordaram em voltar a se reunir em breve para debater projetos de integração transfronteiriça, entre os quais se destaca a construção da ponte binacional sobre o rio Jaguarão.

Esse encontro faz parte da agenda do presidente brasileiro em território americano, onde nesta segunda-feira se encontrou com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Naquela que será sua 11ª participação no encontro internacional da ONU, Lula, que dará início nesta terça-feira aos debates seguindo a tradição que dá primazia ao Brasil desde 1955, concentrará sua mensagem na defesa do multilateralismo como pilar indispensável diante de um panorama global fragmentado pela proliferação de conflitos armados.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o presidente defenderá a negociação diplomática como a única via para a resolução de disputas e o respeito irrestrito ao direito internacional humanitário e ao princípio de não ingerência nos assuntos internos dos Estados. EFE