US President Donald Trump answers questions from reporters after announcing new 'most favored nation' pricing for certain drugs in the Oval Office of the White House in Washington, DC, US. Sep. 18, 2026. EFE/EPA/Samuel Corum / POOL
EFE/Arquivo/Samuel Corum/POOL

Trump diz que não desacelerará crescimento da IA agora que EUA «estão à frente» da China

Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que não desacelerará o crescimento da inteligência artificial (IA) em um momento em que afirma que o país está à frente da China e do resto do mundo.

«Agora estamos à frente da China e do resto do mundo, e vou manter essa posição! Não vou desacelerar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial ou a própria internet», escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Banner WhatsApp

Justamente o tema da IA será um dos previstos para serem abordados no encontro desta semana em Washington entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, no quadro da rivalidade estratégica mantida por ambas as potências.

Em pleno debate sobre os riscos da IA para a humanidade e, apesar dos alertas de CEOs de empresas de tecnologia, a postura de Trump permanece firme.

«Seremos prudentes – para isso temos o Departamento de Justiça e outros órgãos encarregados de fazer cumprir a lei, que imporão limites se necessário -, mas eu só incentivarei a IA. As mesmas pessoas que diziam: ‘estaremos todos mortos em 12 anos devido ao aquecimento global’ são as que agora dizem que a IA vai nos matar, que os robôs vão nos atacar e que tudo é um desastre», acusou.

Para o presidente americano, «quem ganhar a corrida da IA, ganha», e, por esse motivo, rejeita os pedidos de uma regulamentação para conter o desenvolvimento da tecnologia.

O pedido do Partido Democrata por uma legislação sobre IA ficou congelado pelo adiantamento do recesso eleitoral na Câmara dos Representantes, impulsionado pelo presidente da câamra baixa do Congresso, o republicano Mike Johnson, e terá de esperar pela próxima sessão, que só será realizada depois das eleições de meio de mandato de novembro. EFE