Em dia de votação na ONU, presidente de Cuba critica embargo dos EUA

Havana (EFE).- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ressaltou que a Assembleia Geral da ONU vai votar nesta quinta-feira a resolução apresentada por seu país contra o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962.

“Hoje, mais uma vez, a voz de Cuba será levantada na ONU denunciando o bloqueio genocida (embargo) e apoiada pela grande maioria da comunidade internacional”, escreveu o mandatário de Cuba no Twitter.

“O que os Estados Unidos esperam para suspender o bloqueio (embargo)?, questionou Díaz-Canel na rede social.

A Assembleia Geral da ONU iniciou ontem seu debate anual sobre o embargo a Cuba, que culminará hoje com a aprovação de uma nova resolução que condena essa política e exige seu fim.

O texto, apresentado por Cuba desde 1992, é sempre aprovado com maiorias esmagadoras e com quase nenhum voto contra, com exceção dos Estados Unidos e de alguns de seus aliados.

De acordo com as estimativas mais recentes das autoridades cubanas, o embargo causou um prejuízo recorde de US$ 3,8 bilhões entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022.

Durante os primeiros 14 meses do governo de Joe Biden, os danos causados a Cuba pelo embargo totalizam US$ 6,364 bilhões, de acordo com números oficiais. Isso equivale a danos de mais de US$ 454 milhões por mês e mais de US$ 15 milhões por dia.

Nas seis décadas de aplicação dessa política pelos EUA, os prejuízos acumulados somam US$ 154,217 bilhões em valores correntes, mas, considerando o valor do ouro para avaliar a desvalorização, os danos acumulados ultrapassam US$ 1,3 trilhão. EFE