Biden acusa Putin de ser cruel com a Ucrânia após declaração de lei marcial

Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, considerou nesta quarta-feira que seu homólogo russo, Vladimir Putin, ficou sem ferramentas na guerra na Ucrânia e a única coisa que lhe resta é tratar os ucranianos com crueldade para forçá-los a rendição, algo que ele disse que “não vai acontecer”.

Foi desta forma que o mandatário americano se posicionou quando questionado por jornalistas sobre a decisão de Putin de declarar lei marcial a partir de amanhã em quatro regiões ucranianas anexadas em 30 de setembro: Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhya.

“Acho que Vladimir Putin está em uma posição incrivelmente difícil. O que (a declaração da lei marcial) reflete, na minha opinião, é que parece que a única ferramenta que resta para ele é tratar cruelmente os cidadãos da Ucrânia para tentar intimidá-los a renderem-se. Mas eles não vão fazer isso”, respondeu.

Biden, no passado, usou palavras duras ao se referir a Putin, o chamando em março de “carniceiro”, ao mesmo tempo em que chamou as ações russas na guerra de “genocídio” e deu mais de US$ 17,5 bilhões em ajuda militar à Ucrânia desde que chegou à Casa Branca em janeiro de 2021.

O Departamento de Estado dos EUA também fez eco da mensagem de Biden, com o porta-voz adjunto, Vedant Patel, falando durante entrevista coletiva, onde chamou o anúncio de Putin de uma “tática desesperada” para controlar os territórios anexados.

“Não importa o que o Kremlin diga ou faça. Não importa o que eles tentem fazer por meio de decretos”, disse Patel, enfatizando que Crimeia, Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhya “são territórios ucranianos” e o povo ucraniano rejeita a presença russa.

“Qualquer reivindicação sobre esses territórios é ilegítima”, enfatizou Patel.

Além de decretar a lei marcial, Putin anunciou hoje a criação de unidades de defesa territorial nesses territórios anexados. EFE