Kremlin minimiza sanções dos EUA contra grupo de mercenários Wagner

Moscou (EFE).- O governo da Rússia minimizou nesta segunda-feira a importância das sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o grupo russo de mercenários Wagner, sob a alegação de que não ocorrerão mudanças efetivas na situação.

“Não acredito que isso tenha alguma importância no nível prático para a Rússia e, sobretudo, para o Wagner”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista coletiva diária.

O líder do grupo, Yevgueni Prigozhin, se manifestou no fim de semana sobre o anúncio americano, garantindo que, “no fim, o Wagner e os Estados Unidos serão amigos”.

“Nossas relações a partir de agora poderão ser definidas como disputas entre clãs criminosos”, disse Prigozhin, através do canal que mantém no Telegram.

A Casa Branca informou na última sexta-feira que os EUA imporão novas sanções contra o Wagner, pelo envolvimento do grupo na guerra da Ucrânia e que o designará como “organização criminosa transnacional”.

O porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, John Kirby, disse que os Estados Unidos também irão adotar medidas contra aqueles que apoiam o grupo em “vários continentes”.

Segundo os EUA, o Wagner contaria com cerca de 50 mil homens na Ucrânia, sendo que 10 mil seriam mercenários contratados e 40 mil antigos detentos. EFE